A queda da confiança em 2014 é generalizada entre todos os agentes econômicos. Da indústria ao consumidor, passando pelos empresários do comércio, dos serviços e da construção, os níveis de pessimismo atingem hoje patamares que, nos últimos anos, só foram vistos em 2009, no auge da crise internacional. O recuo da confiança tem sido apontado por analistas como uma possível razão para a retração do investimento, do consumo e, consequentemente, para o recuo do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre.
Para economistas consultados pelo Valor, a deterioração da confiança é hoje um fenômeno que responde muito menos a perdas e quedas típicas de uma crise e mais a um período de desaceleração e estagnação longo o suficiente para que os agentes econômicos deixem de acreditar em uma melhora no horizonte à vista. É como se o bem-estar não precisasse necessariamente piorar para que a confiança piorasse. Eleições mais indefinidas do que as anteriores e taxas de investimento em queda são também fatores que abalam a confiança, com o agravante de que, quanto menor ela for, menos se tende a investir ou a consumir.
“Existe um certo efeito de desapontamento”, diz Aloísio Campelo, superintendente adjunto de ciclos econômicos da Fundação Getulio Vargas (FGV) e um dos coordenadores das sondagens feitas pela entidade. “Em 2009, houve um baque externo muito forte e as expectativas foram para o fundo do poço, mas também se recuperaram muito rápido. Agora o que temos é uma situação de quedas muito mais discretas, mas que já dura muito tempo, o que é raro”, disse ele, identificando que desde pelo menos 2012 a economia vem patinando entre pequenas altas e pequenas quedas intercaladas, que são como “andar de lado”.
A queda de 0,6% do PIB no segundo trimestre foi a terceira dos últimos quatro trimestres. Para se ter uma ideia, tanto o Índice de Confiança da Indústria quanto o de Serviços da FGV tiveram em agosto a oitava queda consecutiva, o que os levou às menores marcas desde abril de 2009. No caso dos consumidores, há mais oscilações, mas desde que se atingiu seu pico recorde em 2012 o otimismo vem caindo também a níveis que só se comparam a 2009 ou a antes 2005.
“Em 2009, o gatilho foi externo, na rabeira de uma grande crise internacional, mas agora o gatilho é doméstico”, diz Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria. “A confiança [em queda] é o reflexo claro de um modelo de consumo esgotado”, acrescenta Fábio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Desde que estourou a crise em 2009 e a indústria exportadora foi atingida em cheio, foram principalmente o comércio, os serviços e o consumo que puxaram o PIB, mas agora eles também enfraqueceram. Na explicação de Bentes, esses setores respondem a uma sucessão de más notícias, como a inflação alta, a partir de 2012, seguida da pressão do aumento nos juros, de 2013 para frente. A CNC, que também faz uma sondagem própria do comércio iniciada em 2011, marca hoje a menor pontuação de toda a série.
“Hoje as pessoas também estão endividadas e veem que vão ficar um bom tempo ainda assim”, diz o economista e pesquisador do Insper José Luiz Rossi Júnior. “Há, sim, uma piora, mas ela é gradual. Saímos de um ritmo de crescimento de 4% ao ano do PIB para menos de 1%. E a percepção das pessoas se antecipa a isso”. No Insper é feita uma sondagem das perspectivas de pequenos e médios empresários. Em junho, completou-se o quinto trimestre de queda consecutiva.

A queda da confiança em 2014 é generalizada entre todos os agentes econômicos. Da indústria ao consumidor, passando pelos empresários do comércio, dos serviços e da construção, os níveis de pessimismo atingem hoje patamares que, nos últimos anos, só foram vistos em 2009, no auge da crise internacional.

O recuo da confiança tem sido apontado por analistas como uma possível razão para a retração do investimento, do consumo e, consequentemente, para o recuo do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre.

Para economistas consultados pelo Valor, a deterioração da confiança é hoje um fenômeno que responde muito menos a perdas e quedas típicas de uma crise e mais a um período de desaceleração e estagnação longo o suficiente para que os agentes econômicos deixem de acreditar em uma melhora no horizonte à vista. É como se o bem-estar não precisasse necessariamente piorar para que a confiança piorasse.

Eleições mais indefinidas do que as anteriores e taxas de investimento em queda são também fatores que abalam a confiança, com o agravante de que, quanto menor ela for, menos se tende a investir ou a consumir.

“Existe um certo efeito de desapontamento”, diz Aloísio Campelo, superintendente adjunto de ciclos econômicos da Fundação Getulio Vargas (FGV) e um dos coordenadores das sondagens feitas pela entidade. “Em 2009, houve um baque externo muito forte e as expectativas foram para o fundo do poço, mas também se recuperaram muito rápido. Agora o que temos é uma situação de quedas muito mais discretas, mas que já dura muito tempo, o que é raro”, disse ele, identificando que desde pelo menos 2012 a economia vem patinando entre pequenas altas e pequenas quedas intercaladas, que são como “andar de lado”.

A queda de 0,6% do PIB no segundo trimestre foi a terceira dos últimos quatro trimestres. Para se ter uma ideia, tanto o Índice de Confiança da Indústria quanto o de Serviços da FGV tiveram em agosto a oitava queda consecutiva, o que os levou às menores marcas desde abril de 2009. No caso dos consumidores, há mais oscilações, mas desde que se atingiu seu pico recorde em 2012 o otimismo vem caindo também a níveis que só se comparam a 2009 ou a antes 2005.

“Em 2009, o gatilho foi externo, na rabeira de uma grande crise internacional, mas agora o gatilho é doméstico”, diz Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria. “A confiança [em queda] é o reflexo claro de um modelo de consumo esgotado”, acrescenta Fábio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Desde que estourou a crise em 2009 e a indústria exportadora foi atingida em cheio, foram principalmente o comércio, os serviços e o consumo que puxaram o PIB, mas agora eles também enfraqueceram. Na explicação de Bentes, esses setores respondem a uma sucessão de más notícias, como a inflação alta, a partir de 2012, seguida da pressão do aumento nos juros, de 2013 para frente. A CNC, que também faz uma sondagem própria do comércio iniciada em 2011, marca hoje a menor pontuação de toda a série.

“Hoje as pessoas também estão endividadas e veem que vão ficar um bom tempo ainda assim”, diz o economista e pesquisador do Insper José Luiz Rossi Júnior. “Há, sim, uma piora, mas ela é gradual. Saímos de um ritmo de crescimento de 4% ao ano do PIB para menos de 1%. E a percepção das pessoas se antecipa a isso”. No Insper é feita uma sondagem das perspectivas de pequenos e médios empresários. Em junho, completou-se o quinto trimestre de queda consecutiva.

Via: TN Petróleo – Novidades

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